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GOVERNO DO DF 2026: ADAM APONTA VANTAGEM CONSISTENTE DE CELINA, MAS MANTÉM A INCERTEZA NO MODELO

FATO.news | Eleições 2026 | 24 de outubro de 2026

ADAM
INTELIGÊNCIA EDITORIALApuração assistida por ADAMMotor de IA da HIMNI.COM · Revisão humana obrigatória
Imagem de capa: GOVERNO DO DF 2026: ADAM APONTA VANTAGEM CONSISTENTE DE CELINA, MAS MANTÉM A INCERTEZA NO MODELO
Transparência da reportagem

Esta matéria foi produzida pela Redação fato.news com apoio da inteligência artificial ADAM, da HIMNI.COM, e passou por revisão editorial.

Simulação ADAM–Monte Carlo combina o resultado oficial do primeiro turno com cinco levantamentos recentes. O cenário central indica Celina Leão próxima de 60% dos votos válidos, diante de Leandro Grass, mas a votação de 25 de outubro permanece soberana.

1. Primeiro turno: o ponto de partida

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou o segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), marcado para 25 de outubro de 2026.

PAINEL DE DADOSComparativo da matéria
CandidatoVotosPercentual dos votos válidos
Celina Leão (PP)825.53049,93%
Leandro Grass (PT)569.93034,47%
Demais candidaturas255.93415,50%

Celina terminou a primeira votação a apenas 0,07 ponto percentual da maioria absoluta. A diferença para Grass foi de 255.600 votos.

Quando se consideram somente os votos dados aos dois finalistas, a divisão do primeiro turno corresponde a 59,16% para Celina e 40,84% para Grass. Essa normalização é apenas uma referência: eleitores de outros candidatos, abstencionistas e eleitores que compareceram no primeiro turno podem alterar sua decisão ou seu comparecimento.

Os votos em branco somaram 74.774 (4,11%) e os nulos, 89.910 (4,95%).

Fonte: TSE — Celina Leão e Leandro Grass disputam o segundo turno no DF.

2. O eleitorado disponível entre os turnos

As candidaturas que não avançaram reuniram 255.934 votos válidos, equivalentes a 15,50% do total. Paula Belmonte obteve 140.765 votos (8,51%), Kiko Caputo recebeu 72.148 (4,36%) e Ricardo Cappelli somou 36.828 (2,23%). As demais candidaturas ficaram, em conjunto, abaixo de 1%.

Esses votos não pertencem aos candidatos eliminados e não se transferem automaticamente. Apoios partidários, posicionamentos públicos e afinidades ideológicas podem influenciar a escolha, mas não substituem pesquisas de transferência nem o voto individual.

Também não é correto somar mecanicamente o desempenho presidencial ao resultado para o governo. A pesquisa Datafolha indica forte associação entre as duas disputas — Celina recebe o apoio de 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro, enquanto Grass é escolhido por 78% dos eleitores de Lula —, porém existe voto cruzado e cada cargo é decidido separadamente.

Fonte: Datafolha — Celina mantém 60% dos votos válidos contra 40% de Grass.

3. O que dizem as pesquisas mais recentes

Cinco levantamentos de segundo turno publicados na reta final foram incorporados ao modelo.

PAINEL DE DADOSComparativo da matéria
InstitutoColetaAmostraCelina (total)Grass (total)Celina nos válidos
IGAPE22–23/102.00053,7%34,3%61,0%
Datafolha20–22/1091054,0%37,0%60,0%
Quaest17–20/101.10450,0%35,0%58,8%
Correio/Opinião16–19/101.00654,6%37,5%59,3%
Real Time Big Data15–19/101.60053,0%37,0%59,0%

Os percentuais de votos válidos excluem branco, nulo e indecisão. O arredondamento explica pequenas diferenças na conversão.

Registros informados: IGAPE, DF-00827/2026; Datafolha, DF-01738/2026 e BR-00875/2026; Quaest, DF-00402/2026; Correio/Opinião, DF-08851/2026; Real Time Big Data, DF-01691/2026.

Fontes: IGAPE/Jornal de Brasília, Datafolha/Folha de S.Paulo, Quaest/UOL, Correio/Opinião e Real Time Big Data/CNN Brasil.

4. Leitura conjunta: estabilidade ao redor de 60% a 40%

As cinco pesquisas apontam a mesma candidata na liderança. A participação de Celina entre os votos válidos varia de 58,8% a 61,0%; a de Grass, de 39,0% a 41,2%.

A média ponderada ADAM dá mais peso a levantamentos recentes e a amostras maiores. O centro agregado ficou em 59,68% para Celina e 40,32% para Grass. Depois de uma ancoragem moderada de 15% no resultado do primeiro turno normalizado entre os finalistas, o centro final do modelo ficou em 59,60% a 40,40%.

Essa ancoragem evita ignorar 1,39 milhão de votos efetivamente depositados, mas preserva peso dominante para as pesquisas de segundo turno.

5. ADAM–Monte Carlo: premissas da simulação

A simulação foi executada em 1.000.000 de cenários. Em cada cenário, o modelo variou o resultado central com quatro componentes:

  • média ponderada das cinco pesquisas, com peso por recência e raiz quadrada da amostra;
  • 15% de ancoragem no primeiro turno, normalizado apenas entre Celina e Grass;
  • incerteza da agregação das pesquisas, com desvio-padrão de 0,8 ponto percentual;
  • erro comum entre institutos com distribuição t de Student, cinco graus de liberdade e desvio-padrão de 2,8 pontos, além de um choque de reta final/comparecimento de 1,2 ponto.

O erro comum é essencial. Pesquisas realizadas no mesmo ambiente eleitoral podem errar na mesma direção; por isso, tratá-las como cinco medições totalmente independentes produziria confiança excessiva. A distribuição com caudas pesadas também permite erros maiores do que os previstos por uma curva normal simples.

Semente de reprodução: 20261024.

6. Resultado da simulação

PAINEL DE DADOSComparativo da matéria
Resultado ADAMEstimativa
Mediana de Celina nos votos válidos59,60%
Mediana de Grass nos votos válidos40,40%
Intervalo central de 80% para Celina55,86% a 63,34%
Intervalo central de 95% para Celina53,39% a 65,79%
Cenários com Celina acima de 50%99,56%
Cenários com Grass acima de 50%0,44%

Esses percentuais são frequências condicionais do modelo, não intenção de voto e não garantia do resultado. Uma probabilidade elevada significa que, sob as premissas publicadas, quase todas as simulações mantiveram Celina acima de 50% dos votos válidos.

7. Teste de sensibilidade: e se as pesquisas estiverem mais erradas?

Para testar a robustez, a ADAM ampliou o tamanho do erro comum entre institutos, mantendo os demais componentes.

PAINEL DE DADOSComparativo da matéria
Desvio-padrão do erro comumCenários com vitória de Celina
2,0 pontos99,89%
2,8 pontos — cenário central99,56%
3,5 pontos99,00%
5,0 pontos — cenário de estresse96,87%

Mesmo quando se admite um erro comum de cinco pontos percentuais — muito superior ao erro-padrão agregado — Celina permanece vencedora em aproximadamente 97 de cada 100 simulações. Esse teste é mais informativo do que apresentar uma única probabilidade sem revelar sua dependência das premissas.

8. O que poderia alterar o quadro

Mudança excepcional entre eleitores de outras candidaturas

Grass precisa ampliar sua votação bem além dos 569.930 votos do primeiro turno. Uma concentração muito desigual dos votos de Paula Belmonte, Kiko Caputo e Cappelli poderia reduzir a distância, mas os levantamentos publicados até o fechamento não registram essa reversão.

Comparecimento assimétrico

A vantagem pode diminuir se a abstenção crescer mais entre eleitores de Celina do que entre eleitores de Grass. O movimento contrário ampliaria a distância. Pesquisas de intenção de voto capturam imperfeitamente essa decisão individual.

Voto presidencial e voto cruzado

A polarização nacional favorece a mobilização dos dois campos. Celina se beneficia do eleitorado de direita majoritário no DF; Grass depende de comparecimento elevado da esquerda e da conquista de eleitores que escolheram candidatos de centro ou direita no primeiro turno.

Fatos de última hora e crise do BRB

O debate sobre o BRB e o Banco Master permanece como vulnerabilidade política da administração. Para modificar o resultado, contudo, seria necessário um deslocamento de grande magnitude e muito próximo da votação — movimento que ainda não apareceu de forma consistente nas pesquisas.

9. Conclusão editorial do FATO.news

O conjunto de evidências aponta vantagem ampla e estável de Celina Leão. O primeiro turno já a deixou a 0,07 ponto da vitória, e os cinco levantamentos mais recentes convergem para aproximadamente 59% a 61% dos votos válidos.

Leandro Grass consolidou-se como principal nome da oposição e avançou em relação às pesquisas anteriores ao primeiro turno. Ainda assim, para vencer, precisaria produzir uma virada superior ao erro observado de rotina nos levantamentos e combinar transferência muito favorável, maior comparecimento de sua base e queda expressiva da adversária.

Parecer ADAM–Monte Carlo

Favorita: Celina Leão.

Projeção central de votos válidos: Celina 59,6% × 40,4% Grass.

Probabilidade central condicionada às premissas: Celina 99,56% × 0,44% Grass.

Faixa prudencial após o teste de sensibilidade: Celina permanece entre 96,9% e 99,9% de probabilidade de vitória, conforme o erro comum admitido.

Leitura política: vantagem consolidada, mas não resultado antecipado. A única apuração válida será a da Justiça Eleitoral em 25 de outubro.


FATO.news — Jornalismo que analisa.

Edição: 24 de outubro de 2026. Fontes: TSE e levantamentos IGAPE, Datafolha, Quaest, Correio/Opinião e Real Time Big Data citados ao longo da matéria. Nota metodológica: ADAM–Monte Carlo é uma modelagem probabilística própria. Probabilidade de vitória não é percentual de intenção de voto. Os resultados são condicionais aos dados e às premissas descritas e podem mudar com novas pesquisas, comparecimento, fatos de campanha ou erro sistemático.

TRANSPARÊNCIA EDITORIAL

Fontes consultadas

Referências utilizadas na apuração e disponíveis para conferência.

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    FATO.newsPauta original da Redação FATO.news
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